quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PA: Caos nas agências, assédio moral e horas extras foram debatidos na CRT do Banpará

O Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) do Banpará teve sua primeira reunião com os novos representantes eleitos pelo funcionalismo do banco na quarta-feira passada (13). Dentre os assuntos debatidos, problemas que se estendem desde o ano passado e que até agora o banco não tomou nenhuma providência, como é a situação caótica da agência Palácio em Belém.

As péssimas condições de armazenamento de documentos, paredes com infiltração, fiação irregular, o risco eminente de queda dos alicerces centrais, entre outros problemas estruturais já foram apresentados ao banco durante a última reunião do CRT no ano passado. O caso também foi parar na Superintendência Regional do Trabalho por meio de denúncia feita pelo Sindicato.

Mas durante visitas feitas pelo interior do Pará, a entidade constatou que os mesmos problemas não ocorrem só na capital. “Estivemos no município de Maracanã no mês passado e lá vários espaços da agência ainda tem marcas da última troca de tiros durante um assalto que ocorreu na unidade, onde infelizmente o pai de um estagiário morreu baleado após tentar proteger o filho. Nem essas marcas o banco teve a coragem de apagar, e todos os dias, os bancários relembram esse triste episódio”, afirma a membro do Comitê e funcionária do banco, Érica Fabíola.

Assim como na agência Palácio, em Maracanã as paredes da unidade também estão infiltradas e com mofo, por isso o Sindicato pediu durante a reunião do Comitê que o endereço da agência mude para um prédio mais estruturado e melhor localizado para a segurança dos trabalhadores, clientes e usuários.

Os representantes do funcionalismo no Comitê também cobraram o pagamento das horas extras aos trabalhadores das agências Pedreira e Belém Centro, referentes ao mês passado. Outra reivindicação junto ao banco é a criação de mais uma sala de tesouraria para agências de grande porte.

Além disso, também foi pedido a realização de mais palestras contra a prática do assédio moral nas unidades.

“Recebemos constantemente denúncias de colegas que sofrem esse tipo de assédio. A vítima de casos assim, na maioria das vezes, adoece e fica impossibilitado até de exercer suas atividades para ter que fazer tratamento psicológico. Temos registros também de perseguição contra funcionários que tiveram logins suspensos, estão sem nenhum tipo de atividade e ainda sofrem com xingamentos e humilhações”, ressalta outra membro do Comitê e funcionária do Banpará, Odinéa Gonçalves.

Bancários/PA

(fonte, acesso em 20/08/2014)

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