sábado, 30 de agosto de 2014

SP: Assédio moral gera protesto no Santander

Ato pressiona banco a discutir problema em unidade situada na Avenida Paulista; para Sindicato, política de redução de custos por meio das demissões, vinculada ao aumento crescente das metas, resulta na prática.

Rodolfo Wrolli

A atual gestão baseada no corte de custos por meio da eliminação de postos de trabalho, associada ao aumento abusivo das metas, continua fazendo vítimas no Santander. Após receber três denúncias de assédio moral, o Sindicato paralisou a agência Center 3, na Avenida Paulista, na sexta 29.

"Nós entendemos que o assédio moral é consequência da gestão equivocada, que obriga funcionários a entregar as metas mensais, quinzenalmente", reforça a dirigente sindical Wanessa Queiroz. "Hoje os bancários têm que atingir 150% dos SuperRanking. Mesmo com as demissões, os remanescentes não têm redução das metas a ainda precisam assumir as funções dos colegas demitidos", acrescenta.

No ano passado, o Santander cortou 4.371 postos de trabalho. No mesmo período, apresentou lucro de R$ 5,7 bilhões. "Resultado obtido às custas da exploração e do sofrimento dos seus funcionários, que não aguentam mais a sobrecarga, o acúmulo de funções e as metas abusivas", afirma Wanessa.

O protesto foi motivado para cobrar uma reorientação da gestora acusada de assédio moral e também para reivindicar melhores as condições de trabalho naquela agência. “Não queremos de forma alguma sua penalização e tampouco retaliação aos funcionários que denunciariam, pois somos a favor da manutenção dos empregos", salienta a diretora.

A dirigente lembra que os bancos – incluindo a instituição espanhola – assinaram cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho em que se comprometem a combater o assédio moral. "O Santander ainda por cima assinou em 2012 o acordo aditivo em que garante coibir essas práticas, mas ao invés disso vem adotando uma gestão de redução de custos, cortando postos de trabalho e aumentando as metas para os trabalhadores".

Ela acrescenta que durante o ato, dirigentes sindicais reuniram-se com trabalhadores para orientá-los quanto à questão do assédio moral. "Reforçamos que o Sindicato está apoiando os trabalhadores, dissemos que o banco se comprometeu a tomar uma providência e se isso não acontecer nós vamos continuar com os protestos", finaliza.

O Sindicato possui canal de combate ao assédio moral no qual o denunciante tem garantido o anonimato. Para fazer uma denúncia clique aqui ou ligue 3188-5200.

(fonte, acesso em 30/08/2014)

Nenhum comentário:

Postar um comentário