terça-feira, 30 de setembro de 2014

MT: Bancários de MT entram em greve por tempo indeterminado

Os bancários de Mato Grosso rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos e definiram, por unanimidade, dar início a greve da categoria, a partir desta terça-feira (30), por tempo indeterminado. 

Por Agência Brasil

A decisão foi tomada durante assembleia-geral, no Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT), na noite de quinta-feira (25). A greve começa à Zero Hora.

De acordo com o sindicato, as principais reivindicações da categoria são: reajuste salarial de 12,5%, aumento do PLR, Vale-Cultura para toda categoria, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

A luta da categoria também engloba mais segurança nos bancos, com a prevenção contra assaltos e sequestros.

Em contrapartida, os bancos apresentaram proposta de 7% de reajuste salarial, e não houve avanços nas áreas da segurança bancária, saúde do trabalhador e mais contratações para reduzir as longas filas nas agências.

“Nossa categoria está unida e foi em decisão unânime que os bancários rejeitaram a proposta dos bancos. São R$ 28,5 bilhões de lucro dos seis maiores bancos, somente neste semestre, e, mesmo assim, os bancos insistem em não valorizar seus trabalhadores que adoecem e sofrem diariamente. Chega de desrespeito. Por isso, nossa greve vem forte para lutar por melhorias para toda população. Nossa defesa é pelas vidas das pessoas enquanto que os bancos só pensam nos lucros”, afirmou o presidente do Seeb-MT, José Guerra.

Há ainda reivindicações contra as “metas abusivas” apresentadas por chefias e de combate ao assédio moral, bem como isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde. Os funcionários dos bancos querem ainda a manutenção dos planos de saúde na aposentadoria, o fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição de dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Proposta

Na proposta apresentada pela Fenaban no último sábado (27), os bancos oferecem reajuste de 7,35% para salários e demais verbas salariais (ante os 7% propostos anteriormente). 

O valor, segundo a entidade, representa aumento real de 0,94% e de 8% para os pisos salariais (reajuste 1,55% acima da inflação).

Insatisfeito com a proposta apresentada pelos bancos, o Comando Nacional dos Bancários decidiu manter o calendário aprovado anteriormente, com greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira. 

Segundo o presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, a proposta dos bancos precisa melhorar, “não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades”.

A Contraf informou que está organizando para quinta-feira atos em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o País. 

De acordo com a Contraf, esses atos serão também em protesto contra as propostas de independência do Banco Central e em defesa do fortalecimento do papel dos bancos públicos. 

Cordeiro explica que a autonomia do BC, na forma como tem sido defendida por candidatos à Presidência da República e por seus assessores, são “bandeiras dos bancos privados e da Fenaban, que se chocam frontalmente com as posições que os bancários têm defendido historicamente em suas conferências nacionais e nos congressos”.

Para ele, o Banco Central já desfruta de autonomia , e sua “independência formal” significa “entregar a condução da política macroeconômica do País ao mercado financeiro, roubando uma atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população.

Confira as principais reivindicações dos bancários:

- Reajuste salarial de 12,5%.
- PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.
- 14º salário.
- Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
- Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.
- Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.
- Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.
- Fim das metas abusivas.
- Combate ao assédio moral.
- Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.
- Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.
- Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
- Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 
- Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

(fonte, acesso em 30/09/2014)

Nenhum comentário:

Postar um comentário