sábado, 20 de setembro de 2014

SE: Servidores denunciam assédio moral do coordenador da Rede Especializada

Os servidores do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (CEMAR), do Bairro Siqueira Campos, fizeram um documento e entregaram à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e ao Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese) denunciando as situações constrangedoras e humilhantes pelas quais estão passando na atual gestão da unidade de Saúde.

por SEESE, ascom

Depois que a SMS determinou que o cumprimento do horário se estendesse até às 19 horas a situação ficou ainda mais agravante. Apesar dos servidores entenderem como inquestionável a resolução da mudança de horário, eles precisam que algumas questões sejam resolvidas, sobretudo, concernentes aos profissionais terceirizados.

De acordo como documento dos servidores, existe um sentimento coletivo de angústia, indignação e de assédio moral, visto que a mudança na rotina do serviço, que funcionava através de acordos com gestões anteriores, foi imposta abruptamente, de maneira arbitrária, sem a menor sensibilização aos servidores ou qualquer tipo de humanização. E para piorar, o coordenador da Rede Especializada, José Soares Neto, taxou os servidores de “arruaceiros”, “baderneiros”, e a confusão que estão fazendo é porque não querem trabalhar.

“É lamentável o fato ocorrido no Cemar Siqueira Campos, onde a gestão de um gestor público não consegue entender o significado do que se chama multidisciplinaridade. Todos os servidores públicos de Aracaju nas suas atividades eles fizeram concurso público vinculados à uma carga horária. Então, o gestor público tem obrigação de cobrar, ninguém está se opondo a isso, entretanto, os profissionais se manifestam contra o tratamento diferenciado. Se cobrar de um, que cobre de todos. O peso da cobrança tem que ser o mesmo porque é obrigação do gestor ser imparcial”, argumenta a presidente do Seese, Flávia Brasileiro.

Impasses da categoria

No cenário atual, não existe serviço de segurança nas saídas dos setores após às 17h30min; os auxiliares administrativos, responsáveis pelos sistemas de marcação e retorno terminam a carga horária às 17h, diga-se que os atendimentos são ambulatoriais e, portanto, agendados; os transportes sociais que conduzem os pacientes (cadeirantes e acamados) só funcionam até às 17h; e o Sistema Nacional de Regulação (SISREG) funciona até às 17horas.

Outro impasse é que existem funcionárias grávidas, hipertensas e diabéticas, mas mesmo assim, no intervalo de 15 minutos ninguém poderá se retirar do serviço para comprar água ou um lanche, apesar da Copa fechar às 15 horas. 

(fonte, acesso em 20/09/2014)

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