quinta-feira, 18 de setembro de 2014

SE: Servidores prestigiam debate sobre assédio moral

Evento pretende ser primeiro de uma série a ser promovida pela Progep.

Sob os acordes do grupo de câmara da Orquestra Sinfônica da UFS (Osufs), teve início na última sexta-feira, 12, o Programa #ServidorCidadão, iniciativa desenvolvida pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep). "A ideia é que nós possamos discutir com os servidores e com toda comunidade universitária temas que são importantes para os nossos relacionamentos como profissionais dentro da instituição”, diz a pró-reitora Ednalva Freire Caetano. O tema escolhido para a abertura foi “Assédio moral no trabalho”.

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho Augusto César Leite de Carvalho ressaltou a importância de se debater o tema, já que, embora a temática do assédio moral não seja nova, a reparação dessa agressão só começou a ser discutida há pouco tempo. "Precisamos mesmo nos conscientizar porque o direito já chegou", ressalta.

Segundo o ministro, a ordem jurídica já está sincronizada com essa nova realidade e "prescreve a ilicitude desse tipo de conduta que revela, na verdade, um traço que talvez seja uma consequência de um ensinamento subliminar que recebemos, tendo em vista essa posição autoritária entre aqueles que comandam o trabalho e aqueles que são dirigidos na relação laboral".

O procurador do Trabalho Ricardo Carneiro buscou, em sua explanação, discutir, vivificar e visualizar algumas situações de assédio moral com o objetivo de conceder ao funcionário a possibilidade de melhorar seu ambiente de trabalho. O procurador explica que, havendo uma situação que se trate ou que possa vim a se tratar de assédio moral, "o caminho ideal é ir, no primeiro momento, à sua chefia imediata e narrar a situação - salve se o chefe imediato for o próprio assediador - com o objetivo de que evitar que aquela situação volte a ocorrer".

A advogada Jane Tereza Vieira da Fonseca coloca o homem como protagonista no mundo do trabalho, mudando um pouco o foco da discussão. "O que me restou aqui foi trazer outro olhar. Um olhar que volta para si mesmo. Um olhar que observa que nós somos os atores", salienta. Ela ainda pontua que "nós estamos num momento de banalização dos direitos da personalidade, dos direitos fundamentais. Estamos num momento de revisitar e dar uma olhada em todos os atos humanos e tentar interpretar esses atos à luz dos direitos fundamentais".

Também participaram da mesa o reitor Angelo Antoniolli e o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Sergipe Raimundo Lima Ribeiro Junior. 

Próximos debates

“Cuidar de quem cuida da gente” e “Ética” serão os temas dos próximos debates, para outubro e novembro, respectivamente. Os eventos serão mensais e as abordagens estarão relacionadas à temática da cidadania.

Ascom

(fonte, acesso em 18/09/2014)

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