sábado, 4 de outubro de 2014

SP: Greve de bancários fecha 90 agências em Campinas, afirma sindicato

O terceiro dia da greve dos bancários, em Campinas (SP), afetou 32% das agências da cidade, de acordo com balanço divulgado pelo sindicato da categoria na tarde desta quinta-feira (2). Segundo o levantamento, 90 das 276 unidades públicas e privadas foram fechadas. Outras 82 agências nas cidades da região também não funcionaram.

Do G1 Campinas e Região

Na terça-feira (30), primeiro dia de greve, foram 79 unidades fechadas em Campinas, enquanto na quarta (1º) o sindicato registrou que 83 locais de trabalho não abriram. Já na região, foram 62 agências afetadas no primeiro dia do movimento e 72 no segundo. Os funcionários pedem reajuste salarial de 12,5%, piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário, além de aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio creche e gratificação de caixa.

Além de Campinas, as outras cidades da região atingidas pela greve são Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Cabreúva, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Jaguariúna, Louveira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Mor, Nova Odessa, Pedreira, Paulínia, Santo Antonio de Posse, São João da Boa Vista, Serra Negra, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. De acordo com o sindicato, 172 agências foram fechadas nesta quinta-feira.

Reivindicações dos bancários

Além do reajuste salarial e do PLR, os trabalhadores pedem uma parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também reivindica aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio creche, gratificação de caixa, entre outros. A categoria inclui ainda melhores condições de trabalho, com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.

No sábado (27), o Comando Nacional dos Bancários confirmou o indicativo de greve mesmo após uma nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As instituições financeiras elevaram o reajuste de 7% a 7,35% para os salários, enquanto o aumento no piso da categoria foi de 7,5% para 8%. No entanto, os novos índices foram considerados insuficientes pelos bancários em reunião realizada em São Paulo.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.

(fonte, acesso em 04/10/2014)

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