sexta-feira, 3 de abril de 2015

DF: Fenae participa de apresentação de dissertação de mestrado sobre assédio moral organizacional na UnB

Nesta terça-feira (31), a diretora de Comunicação e Imprensa da Fenae (Federação Naiconal das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Natascha Brayner Sobreira, participou como convidada da apresentação da dissertação de mestrado “Espiando por Trás da Persiana - Um olhar sobre a discriminação traduzida em assédio moral organizacional contra mulheres”, defendida pela pesquisadora Lara Parreira de Faria Borges, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (DF).

Por Fenae Net

Na ocasião, Lara Borges discorreu sobre a centralidade do trabalho no Estado Democrático de Direito, mostrando que o assédio moral organizacional apresenta-se como uma nova forma de abordagem do fenômeno do assédio moral, visto em seu aspecto estrutural, institucional e difuso. De acordo com a pesquisadora, o assédio moral, quando institucionalizado, expressa-se como instrumento para adesão subjetiva dos trabalhadores aos objetivos e interesses do empregador, fazendo-os aceitar condições degradantes de trabalho, consubstanciadas em metas abusivas, jornadas extenuantes, competitividade extrema e rompimento dos laços de solidariedade entre os trabalhadores.

Lara Borges, inclusive, é membro do grupo de pesquisa Trabalho, Constituição e Cidadania da Faculdade de Direito da UnB, que busca capacitar o aluno para o desenvolvimento jurídico crítico e sistematizado de temas do mundo do trabalho e do Direito do Trabalho, de modo a revisitar o princípio da proteção a partir de uma compreensão humanista e interdisciplinar.

Natascha Brayner considera importante a divulgação de uma pesquisa dessa natureza, sobretudo porque esse estudo poderá ajudar a compreender melhor o assédio moral organizacional, de modo a combatê-lo. “A ocorrência de assédio moral organizacional no ambiente de trabalho é bastante comum entre os bancários de todo o Brasil, chegando ao ponto de os bancos ostentarem o título de campeões de reclamações junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST)”, afirma.

Ela lembra que, hoje, o assédio moral organizacional é resultado do novo cenário do trabalho moderno, que dificulta a comunicação direta entre trabalhadores e sua liderança, desumanizando o ambiente de trabalho e acirrando a competitividade entre colegas. “Isso, segundo ela, dificulta a germinação do espírito laboral de cooperação e solidariedade necessária em um Estado Democrático de Direito”.

(fonte, acesso em 03/04/2015)

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