sexta-feira, 3 de abril de 2015

MG: Comissão pede afastamento de diretor do Presídio de Passos

Foi aprovado, nesta terça-feira (31), o pedido de afastamento do diretor geral do Presídio de Passos (MG) pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Desde 2011 à frente da unidade, José Vicente de Souza foi denunciado por improbidade administrativa e assédio moral.

Do G1 Sul de Minas / Foto Ricardo Barbosa/ALMG

O pedido de afastamento deve ser enviado à Secretaria de Defesa Social (Seds) na próxima semana, para que sejam apuradas as denúncias que pesam contra o diretor. Em nota, a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), informou que ele segue no cargo.

Reunião e pedido de afastamento

O presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PDT), apresentou o requerimento e pediu o afastamento do diretor. Ele argumentou que há vários meses está recebendo denúncias por parte dos agentes, contra o diretor, entre elas, de que ele teria jogado gás de pimenta em cela fechada com detentas, inclusive uma grávida de cinco meses, de ter utilizado presos para fazer trabalhos em propriedades dele e, como garçons, no clube local da Polícia Civil.

Uma das denunciantes foi a agente penitenciária Andréia Marinho Alves. Ela afirmou que, logo que foi efetivada na unidade, em setembro de 2014, foi coagida a manusear armas, sem treinamento, o que não fez. Disse ainda que foi ameaçada pelo diretor José Vicente de que alguns agentes iriam torturá-la, colocar fogo na sua casa, entre outras.

Andréia disse ainda que um preso foi visto na porta de sua casa e que ainda sofria ameaças de algumas presas por cumprir os procedimentos legais de revista. Outros ex-agentes penitenciários também prestaram denúncias contra o diretor do presídio. 

Para se defender, o diretor do presídio assumiu que passou em frente à casa de Andréia para saber onde ela morava e que, na ocasião, estava fazendo escolta de um preso até a delegacia. Essa conduta foi questionada pelo deputado Sargento Rodrigues, já que essa postura não é comum a um diretor e configura uma ameaça a agente penitenciária.

Questionado pelos parlamentares, José Vicente também confirmou que autoriza presos a trabalharem fora do presídio, no horário de 7h às 18h, e tem esse procedimento relatado em documentos. Em sua opinião, ele pode autorizar um preso a exercer uma atividade laboral, fora do presídio, o que foi contestado pelo Sargento Rodrigues.

(fonte, acesso em 03/04/2015)

Nenhum comentário:

Postar um comentário