quinta-feira, 16 de abril de 2015

SP: Funcionários do Mc Donald´s protestam no Brasil e no mundo

Na manhã de hoje cerca de 2.000 pessoas se reuniram no vão do Masp, na Avenida Paulista, para protestarem pelos diretos trabalhistas dos funcionários do McDonald´s no Brasil.

Por Tatiana Vaz, de Exame.com / Foto NCST-SP

Parte vestida de Ronald McDonald´s, marca registrada da rede americana de fast-food, a multidão caminhou até uma das lanchonetes da empresa no local, que não teve como atender. 

Horas excessivas de trabalho, assédio moral e salários defasados estão entre as reclamações dos manifestantes.

Os protestos acontecem hoje, simultaneamente, em 40 países.

“A insatisfação é geral porque a rede não tem comprometimento com os empregados seja aqui ou em qualquer parte do mundo”, afirmou a assessoria de imprensa do NCST, Nova Central Sindicato dos Trabalhadores do Estado de São Paulo.

A entidade representa o Sinthoresp, Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo. 

Queixas globais 

Apenas nos Estados Unidos o protesto deve atingir 200 cidades ainda hoje, com estimativa de reunir 60.000 funcionários da rede, estima a NCST.

Por lá, a reinvindicação principal é de que a rede pague US$ 15 por hora trabalhada, valor acima do combinado hoje.

A rede já havia anunciado que, a partir de junho, iria pagar US$ 1 a mais do que o salário mínimo por hora. Hoje, os funcionários recebem US$ 9,01 e, até o fim de 2016, serão US$ 10.

No Brasil, em fevereiro, funcionários da companha em São Paulo ganharam na Justiça o direito de fazer com que ela pague exatamente o que a categoria deve receber.

Cerca de 45.000 pessoas trabalham para o McDonald´s no Brasil, sendo que 60% delas estão no estado paulista. 

Resposta da rede

Em nota, a companhia informa que respeita todas as manifestações sindicais e esclarece que os 46 mil funcionários da empresa são representados por 80 sindicatos em todo o País, conforme orientação do Ministério do Trabalho.

"Temos convicção do cumprimento da legislação, seguida pela companhia desde a abertura do seu primeiro restaurante brasileiro, há 36 anos", afirma a companhia.

"Especificamente na cidade de São Paulo, o sindicato em questão, que organiza as manifestações, não possui amparo legal para representar os trabalhadores do setor, conforme decisões recentes no Tribunal Superior do Trabalho (TST)", afirma.

A empresa diz ainda que se orgulha de ser a porta de entrada de milhares de jovens para o mercado de trabalho.

"Nossas práticas laborais são premiadas e reconhecidas pelo mercado... nossos funcionários recebem treinamento contínuo, tanto para as funções operacionais, quanto para valores como trabalho em equipe, comunicação, liderança e hospitalidade. Em mais de três décadas de Brasil, a empresa já capacitou mais de 1,5 milhão de pessoas", afirma companhia.

(fonte, acesso em 16/04/2015)

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