domingo, 19 de julho de 2015

AC: Greve dos professores completa um mês e sindicato denuncia assédio

A greve dos professores e funcionários das escolas da rede estadual de ensino do Acre completou um mês, nesta sexta-feira (17), sem acordo e segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre (Sinteac), com ameaças de corte de salário, transferência de servidores, e até mesmo perda de contrato.

Por Iryá Rodrigues / G1 AC - Foto Caio Fulgêncio/G1

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, diz que a categoria entrou com uma ação no Ministério Público do Acre (MP-AC) para denunciar o assédio, que os profissionais estariam sofrendo.

"Nesta sexta (17), fomos até o Ministério Público pedir que tomem providências com relação ao assédio moral, já entramos também com uma ação na Justiça do Trabalho", afirma.

Rosana diz que o sindicato pediu ainda que os órgãos verifiquem se o repasse dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) está ocorrendo de forma adequada. "O governo deveria estar descontando 20% da arrecadação e repassando para Educação, mas isso não vem ocorrendo", afirma.

Ao G1, o secretário estadual de Educação, Marco Brandão, disse que órgão ainda não tomou conhecimento sobre as denúncias, nem sobre a ação movida pelos professores. Segundo Brandão, o governo não se fechou em nenhum momento para negociação. "O que já deixamos claro é que para 2015 é impossível qualquer tipo de concessão, isso é fato", diz.

A categoria reivindica 25% de reajuste salarial, pagamento do Programa de Valorização Profissional (VDP) e do piso nacional para os outros servidores de escola. Além disso, quer um aumento de 20% sobre o piso e realização de concurso público para cargos efetivos.

De acordo com Rosana, o que se diz nos bastidores das negociações é que o governo "vai matar os trabalhadores na unha e não vai atendê-los". A sindicalista questionou o posicionamento do estado em afirmar que não tem recurso para negociação.

"Alegam que o estado está sem dinheiro, mas tem reajuste para delegados de R$ 3,5 mil, que é o que um professor ganha no final de carreira. Então, tem dinheiro para tudo, menos para a Educação", critica Rosana.

Por outro lado, os estudantes pedem o fim da greve. Na última quarta-feira (15), com faixas e gritos de guerra, um grupo de aproximadamente 30 alunos se reuniu na Praça da Revolução, no Centro de Rio Branco, para pedir o fim da paralisação da Educação. Segundo a estudante Rebeca Rodrigues, de 17 anos, a greve tem prejudicado principalmente os alunos do terceiro ano, que estão se preparando para o Enem.

(fonte, acesso em 19/07/2015)

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