sexta-feira, 17 de julho de 2015

BA: Contra o assédio moral e práticas antissindicais, três unidades da Embasa são paralisadas

Depois de receber inúmeras queixas da categoria, o Sindicato iniciou na última terça (7) uma campanha de combate ao assédio moral, práticas antissindicais e pelo cumprimento de normas de saúde e segurança na Embasa, apontando, ao mesmo tempo, para as condutas abusivas de chefes e gerentes da empresa.

Por Sindae-BA

Três unidades da empresa tiveram as atividades paralisadas: Itamaraju, Parque do Rio Vermelho e Lobato.

Essas unidades (duas na capital e uma no interior) foram algumas das quais o Sindicato mais recebeu denúncias nos últimos dias. Trabalhadores (as) têm se queixado repetidamente de perseguições, punições, humilhações e constrangimentos, inclusive a representantes e dirigentes sindicais. Muitas outras denúncias dizem respeito às ameaças de chefias e gerências para o cumprimento de tarefas, mesmo expondo em risco a integridade física e a vida de trabalhadores (as). O Sindicato já identificou que em algumas unidades determinadas atividades não são repassadas às mulheres, numa clara discriminação.

Em Itamaraju, onde existem várias denúncias de práticas abusivas, um fato chamou a atenção durante a paralisação: a gerência saiu e deixou a unidade aberta, sem ninguém dentro, só retornando depois para fechar. O Sindicato registrou um boletim de ocorrência na delegacia, até para comprovar a falta de compromisso com o patrimônio da empresa.

Além disso, vale lembrar que a Embasa assinou recentemente, com o Ministério Público do Trabalho, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para se adequar às normas de saúde e segurança do trabalho, as quais estavam e continuam sendo rigorosamente descumpridas.

Novas paralisações não estão descartadas, até para forçar a direção da Embasa a tomar providências urgentes para impedir essas condutas nocivas de chefes e gerentes ao ambiente de trabalho. Por várias vezes o Sindicato denunciou essas práticas, mas a diretoria diz que é contra, mas não adota uma postura firme para impedir que aconteçam. Além das paralisações, o Sindicato vai tomar outras medidas contra esse tipo de conduta que tanto agride a classe trabalhadora.

(fonte, acesso em 17/07/2015)

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