terça-feira, 14 de julho de 2015

Comércio do Jahu: Assédio no trabalho intimida profissionais

Ameaçar quanto à perda do emprego, provocar constrangimento, espalhar boatos, impedir o desempenho da função, ordenar a execução de tarefas de outros níveis. Esses são apenas alguns exemplos de assédio moral no trabalho.

Por Matheus Orlando - Comércio do Jahu

O site especializado Vagas.com divulgou, no último mês, resultado de pesquisa sobre o assunto. Segundo o estudo, 47,3% dos profissionais já foram assediados moralmente e 9,7% sexualmente. Apenas 12,5% das vítimas denunciaram seus agressores.

O consultor empresarial Cleber Andriotti Castro, sócio da Andriotti & Castro Consultoria, afirma que “certamente” existe subnotificação dos casos de assédio, principalmente por receio.

“Por medo de perder o emprego ou de outras ameaças, inclusive físicas, muitas pessoas deixam de denunciar os casos, o que dificulta o combate e a punição contra essas atitudes”, pontua Castro.

Para prevenção, as dicas do consultor são desenvolver relação de confiança e transparência, disponibilizar canais para denúncias (inclusive anônimas), conscientizar e coibir prontamente qualquer problema que aconteça.

Caso essa estratégia não funcione, o trabalhador deve tomar providências. Uma delas é resistir e reunir provas de humilhações, guardando evidências e fazendo anotações dos fatos. Procurar a ajuda de colegas e familiares e evitar conversas sem testemunhas com o agressor são outras dicas.

Depois disso, podem ser acionados sindicatos, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério do Trabalho e Justiça do Trabalho. Quando um ou mais chefes praticam atos de assédio contra seu subordinado, colocam em risco a saúde emocional e a dignidade do agredido.

Geralmente, os alvos são escolhidos pelos agressores por motivos como gênero, etnia, orientação sexual ou deficiências. Embora a situação seja grave, Castro adverte: “para que se configure o assédio moral, deve haver ofensa à honra ou moral do indivíduo de forma reiterada. Uma bronca ou uma simples brincadeira, por si só, não configuram o assédio moral”.

Sexual

Diferentemente do assédio moral, quando o chefe adota posturas para prejudicar ou humilhar o funcionário, o assédio sexual acontece quando o superior, valendo-se de cargo, faz ameaças ao trabalhador com o objetivo de obter favores sexuais.

Mesmo que aconteça apenas uma ocorrência pode ser configurado assédio sexual. A pessoa pode até requerer a rescisão do contrato e indenização”, afirma o advogado Paulo Roberto Scatambulo, presidente da Comissão de Direito do Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Jaú.

"Embora as mulheres sejam as principais vítimas de assédio sexual, homens também podem ser alvos. Os agressores podem ser de ambos os sexos.

(fonte, acesso em 14/07/2015)

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