quinta-feira, 2 de julho de 2015

O Globo: Fofoca, o bullying da vida adulta: especialista em inteligência relacional comenta o tema

Um estudo recente da multinacional de recursos humanos Randstad mostra que o disse-me-disse em horário de trabalho toma 65 horas do expediente por ano. Sobre o assunto, o especialista em inteligência relacional Homero Reis acrescenta que apenas 10% das pessoas são felizes com o que fazem. Ele lança nesta quinta (2) o livro “Gente inteligente sabe se relacionar”, e conversou com Gabriela Leal.

Por Gabriela Leal / Foto divulgação Homero Reis

A fofoca no ambiente de trabalho é o bullying da vida adulta?

Sim, porque mexe diretamente com a confiança e autoestima da pessoa. A fofoca é o resultado da falta de maturidade, demonstra uma dificuldade de conviver com a diferença e de estabelecer com o outro relacionamentos baseados na sinceridade. 

Algum conselho para quem for vítima de fofoca? 

Tem coisas que, quanto mais se mexe, pior fica. Reagir ou tirar satisfação é dar autoridade a quem não tem. Ignorar é uma boa saída, no geral. Até porque, no final, é isso: quem te conhece sabe da verdade, quem não te conhece acredita no que quiser.

Como esse é um assunto delicado e particular, vale conversar com um superior para reportar o caso? Há algum tipo de amparo legal?

Sim, vale conversar com quem pode ajudar. Em linhas gerais, não existe norma que controle coisas tão subjetivas assim. No entanto, todo exagero pode requerer cuidados legais. Cada situação deve ser analisada e tratada com quem tem competência e autoridade para ajudar. Isso se refere ao psicólogo ou ao chefe — se ele não estiver envolvido na questão, é claro.

Até que ponto a fofoca "queima" o próprio fofoqueiro ?

Todo estigma é danoso para quem o constrói. Quem faz fofoca, com certeza, em algum momento vai ter um retorno negativo pelas consequências que gerou. Quando alguém chega ao ponto de ser classificado como "fofoqueiro" é porque o filme já está mais do que queimado. Foi Elvis Presley que disse: “A fofoca é uma expressão tão pequena quanto a mente de quem a profere”.

(fonte, acesso em 02/07/2015)

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