quarta-feira, 29 de julho de 2015

SP: Sindicato cobra fim do assédio em agência do BB

Pressão excessiva, gritos, humilhações e constrangimentos. As denúncias de bancários de uma agência do Banco do Brasil no Tatuapé, zona leste da capital paulista, levaram o Sindicato a realizar protesto em frente à unidade, na segunda-feira 27, para cobrar o fim do assédio moral praticado por sua gestora.

Por Felipe Rousselet / SP Bancários

“Recebemos, por meio do canal de denúncias do Sindicato, reclamações dos bancários de que estão sofrendo muita pressão, inclusive com gritos por parte da gestora. O banco respondeu que a situação não existia, como de costume quando acionado, mas conhecemos muito bem o histórico dela. Os trabalhadores se sentem humilhados”, contou o diretor do Sindicato Willame Lavor.

Para exigir o fim do assédio moral ao qual os trabalhadores estão sendo submetidos, dirigentes sindicais levaram até a unidade o portal do inferno, simbolizando a difícil situação dos bancários. Também foi realizado a tradicional sardinhada, com churrasco de sardinha sendo distribuído para clientes do banco e pessoas que passavam pelo local.

“O BB transformou o assédio moral em prática de gestão. Acabou com a vice-presidência de pessoas, subordinando-a à vice-presidência de varejo. Isso mostra a falta de interesse nos temas relevantes sobre recursos humanos. Não à toa, foi condenado a pagar R$ 600 mil em ação coletiva por assédio moral”, afirma Willame. "Esta situação gravíssima precisar ter um fim definitivo. Caso o banco não apresente uma solução, continuaremos denunciando esta postura desrespeitosa com a realização de novos atos”, acrescenta o diretor do Sindicato.

Canal de denúncias – O dirigente sindical lembra ainda que todo bancário vítima de assédio moral não deve fazer a denúncia pela ouvidoria do banco, pois a identidade do denunciante acaba revelada durante o processo. Portanto, deve optar pelo canal do Sindicato (clique aqui).

“O Sindicato possui um instrumento de combate ao assédio moral, uma conquista da Campanha de 2010, onde os bancários podem fazer a denúncia com a certeza de que sua identidade será mantida em absoluto sigilo. A queixa é apurada junto ao banco, que tem de responder em até 45 dias”, explica.

(fonte, acesso em 29/07/2015)

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