segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bom dia Brasil: Morte de equipe de TV chama atenção para crimes no trabalho nos EUA

Um homem matou dois jornalistas durante uma transmissão ao vivo de televisão nos Estados Unidos. O assassino reclamava de racismo e perseguição. E se definia como um barril de pólvora humano. Ele já tinha trabalhado na emissora das vítimas. Isso chamou atenção para o fato de que crimes no ambiente de trabalho acontecem com frequência nos Estados Unidos.

Por Bom dia Brasil

Clique aqui para assistir à reportagem.

Alison Parker tinha 24 anos. Namorava há nove meses um âncora da emissora onde trabalhava. Os dois tinham acabado de decidir morar juntos. Ela fazia dupla com o repórter cinematográfico Adam Ward. Ele era uma espécie de faz tudo na pequena equipe de jornalismo. Mas tinha decidido mudar de profissão, junto com a noiva, Melissa, que era produtora do jornal da manhã. Era o último dia de Melissa no trabalho. Ela estava no estúdio, acompanhando a entrada ao vivo de Alison e Adam, e assistiu à morte dos dois.

A repórter fazia uma entrevista quando um atirador se aproximou por trás de Adam, deu quatro tiros em Alison e matou o cinegrafista. Quando a câmera caiu no chão, a última imagem foi a do assassino, vestido de preto, com a arma na mão.

Ele ainda deu um tiro na entrevistada, mas não a matou. O atirador era conhecido da dupla: um ex-colega de trabalho, também repórter da mesma emissora, decidido a se vingar por ter perdido o emprego.

Bryce Williams foi demitido da emissora há dois anos e meio. Foi preciso chamar a polícia para retirá-lo da TV. Na época, ele abriu um processo contra a empresa acusando-a de discriminação racial, mas perdeu a ação, por falta de provas. Desde então jurou vingança.

Nos Estados Unidos, todo ano, 2 milhões de funcionários se dizem vítimas de algum tipo de violência no local de trabalho. São atos que vão desde assédio moral até agressões físicas. Com a facilidade em conseguir armas de fogo, muitas vezes a violência termina em tragédia. Em 2010, último ano para o qual há estatísticas oficiais, 506 americanos foram vítimas de homicídio no trabalho.

Bryce fugiu do local no carro dele, foi perseguido pela polícia, e acabou se matando, com um tiro na cabeça. O matador deixou uma carta dizendo que era vítima de racismo e preconceito pelo fato de ser gay. “Sou um barril de pólvora a ponto de explodir”, escreveu.

Uma explosão de violência que alimenta uma estatística macabra, nos Estados Unidos. Esse foi apenas o caso mais recente de uma lista de 247 tiroteios, em que quatro ou mais pessoas morreram ou ficaram feridas, este ano.

(fonte, acesso em 31/08/2015)

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