terça-feira, 4 de agosto de 2015

DF: SEEB/Brasília deflagra ‘guerra’ contra o assédio moral

“Assédio moral: vamos acabar com esta praga!”. É este o mote da campanha deflagrada pelo Sindicato nesta quinta-feira (30) durante grande ato realizado na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul, na hora do almoço.

Por Renato Alves / Seeb Brasília / Fetec CUT Centro Norte

Usando camisetas com as marcas da campanha, distribuindo informativos sobre o tema e munidos de buzinas para chamar a atenção, os dirigentes sindicais engrossaram o coro da categoria contra esta que se tornou uma verdadeira praga nos locais de trabalho.

“Estamos iniciando essa campanha para exterminar com o assédio moral em Brasília. Vamos constranger muitos administradores e dirigentes de bancos que usam essa prática como ferramenta de gestão”, adianta o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo. “Precisamos humanizar nossas relações pessoais, e os bancários têm que denunciar esse mal ao Sindicato, porque vamos intensificar nossas ações para além do diálogo e, caso não haja solução junto aos administradores, vamos passar para a esfera judicial e criminal”, advertiu Araújo.

O lançamento da campanha foi precedido por teasers no site do Sindicato e nos seus perfis nas redes sociais que movimentaram a categoria, despertando a curiosidade dos bancários acerca do que se tratavam as peças que mostravam sugestivamente a figura de uma barata caracterizada de gestor, juntamente com uma mensagem que apontava para uma contagem regressiva.

“Sabemos que o assédio moral é uma praga que está instalada nos locais de trabalho, e que muitas vezes os bancários não têm o entendimento de que aquilo que está acontecendo é assédio moral, ou, quando entendem, não sabem o que fazer”, ressalta o diretor da Federação Centro-Norte e da Contraf-CUT Enilson da Silva. “A campanha é um alerta que o Sindicato está fazendo, demonstrando o que é, quais suas características e dando o caminho para que possamos combater o assédio, lembrando que todas as situações envolvendo essa prática foram solucionadas pela entidade após o recebimento de denúncias”.

A campanha será levada a todas as unidades, e os bancários receberão do Sindicato um ‘kit anti-assédio’. 

Números comprovam

O assunto está na ordem do dia da categoria como um dos principais flagelos a ser combatidos. Na pesquisa “100% não é mais o limite: Riscos psicossociais do trabalho bancário”, feita pelo Sindicato em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), cerca de 60% dos trabalhadores afirmaram já ter sofrido assédio moral e 80% disseram conhecer colegas que foram vítimas. Maior ainda é a porcentagem, conforme revelou a consulta sobre a Campanha Nacional, de bancários que apontaram a necessidade de combater essa praga como prioridade na luta deste ano: nada menos que 78% querem ver exterminada essa praga.

É o caso de Francisco, bancário aposentado do BB que denuncia: “fui coagido a me aposentar por causa de assédio moral. Tive uma experiência desagradável, entrei em depressão e até hoje tomo remédio controlado e tenho acompanhamento de psiquiatra e psicólogo. Esse é um problema que esperávamos não existir mais nas modernas relações de trabalho, mas infelizmente ocorre”. Ele alerta: “Você sempre pensa que está imune a isso, mas um dia o assédio acaba chegando até você, daí a necessidade de que os bancários sejam solidários uns com os outros”.

Para denunciar, basta acionar a Central de Atendimento do Sindicato. O número é 3262-9090 e o email é centraldeatendimento@bancariosdf.com.br. A identidade do bancário será mantida no mais absoluto sigilo.

(fonte, acesso em 04/08/2015)

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