sexta-feira, 21 de agosto de 2015

DF: Trabalhadores em TI fazem apitaço contra assédio moral

Com paralisações localizadas desde o dia 12, os trabalhadores em TI das empresas particulares do DF fortaleceram a mobilização e fizeram apitaço nesta terça (18) contra assédio moral praticado pelas empresas contra os que aderem ao movimento. Desde que a greve por local de trabalho foi decretada no setor privado de TI em Brasília, vários funcionários fizeram denúncias de abuso moral e retaliações aos trabalhadores que participam do movimento, inclusive, em locais em que funcionam as tecnologias dos bancos, que terceirizam serviços de TI.

Por CUT Brasília e Sindpd-DF

Devido às represálias das empresas, o Sindpd-DF tem promovido atos para unificar e fortalecer a categoria no sentido de dar prosseguimento à luta da campanha salarial e por melhores condições de trabalho. O último aconteceu nesta terça (18), quando promoveram apitaço em frente à agência da Caixa Econômica Federal da 507 norte. Os trabalhadores em TI colaram cartazes que faziam referência à campanha dos bancários: “Assédio moral: vamos acabar com esta praga”.

O objetivo da categoria é chamar a atenção dos colegas e fazer com que mais trabalhadores se juntem à mobilização por respeito aos direitos trabalhistas e melhorias econômicas, dentre elas, reajuste salarial de 12%, reajuste do tíquete para R$ 24,00, implantação do programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até 2016; anuênio; licenças; redução da jornada para 40 horas e manutenção dos pisos. Patrões seguem intransigentes e ainda não marcaram nova rodada de negociação.

Medidas legais

O Sindpd está avaliando as providências jurídicas cabíveis contra as empresas denunciadas. “Repudiamos veementemente essa atitude patronal. Mais uma vez, em vez de negociar, os patrões tentam desmobilizar o justo movimento dos trabalhadores com ações coercivas e de terror que não admitimos. Trabalhadores de TI na luta não se dobrarão”, declarou o presidente do Sindicato e dirigente da CUT Brasília, Djalma Ferreira.

O Sindicato alerta os trabalhadores e pede que denunciem qualquer tipo de assédio que estejam sofrendo devido à participação nas paralisações e assembleias e mobilizações da Campanha Salarial 2015/2016.

(fonte, acesso em 21/08/2015)

Nenhum comentário:

Postar um comentário