sexta-feira, 21 de agosto de 2015

SP: Ato para central de distribuição de remédios de Campinas nesta terça

Funcionários da central de distribuição de medicamentos de Campinas (SP) fazem paralisação nesta terça-feira (18) em protesto contra más condições de trabalho e assédio moral, de acordo com o sindicato da categoria. Um dos servidores chegou a registrar boletim de ocorrência. O almoxarifado da Saúde, localizado no Jardim Eulina, abastece 149 unidades, entre hospitais, centros e postos de saúde.

Por G1 Campinas e Região / foto Roseli Araújo / Sindicato

Somente remédios para casos de urgência estão sendo entregues, segundo a diretora do Sindicato dos Servidores do Segmento da Saúde, Roseli Araújo. Ao todo 23 trabalhadores, entre agentes operacionais (responsáveis por separar cotas de medicamentos e materiais de enfermagem para as unidades), farmacêuticos, auxiliares de farmácia e do setor administrativo, se concentraram do lado de fora do almoxarifado nesta manhã.

A paralisação é por tempo indeterminado. Eles querem a presença do secretário da Saúde, Carmino de Souza. Por meio da assesoria de imprensa, a secretaria informou, por nota, que "está empenhada em mobilizar todos os esforços para manter a unidade aberta e garantir o acesso dos funcionários que queiram trabalhar. Aos que não trabalharem será dada falta injustificada".

Sobre o caso de assédio moral, a Secretaria informou que "está tratando o assunto internamente para não expor ainda mais os profissionais envolvidos". A assessoria não confirmou se um representante da Saúde irá até o local nesta terça.

Falta de condições adequadas

Os funcionários querem que problemas estruturais, como falta de banheiro e cozinha adequados, defeitos no piso, falta de funcionários de recursos humanos e empilhadeira sem condições de uso há cerca de 30 dias sejam resolvidos. Caixas de remédios estão no chão porque não há como organizar nas prateleiras.

"Falta espaço físico para trabalhar. Corre o risco de caírem coisas em cima da gente. Com empilhadeira quebrada, não tem como levar as caixas a oito metros de altura, e nem pegar. Vai começar a faltar medicamento porque não tem como acessar o remédio e o material de enfermagem. Até agora, tudo o que estava ao nosso alcance nós fizemos", conta o agente operacional Damark de Almeida, que trabalha no local há dois anos e meio.

Segundo ele, as condições do espaço podem comprometer a validade dos produtos. "Chove dentro e é muito quente. Pra você armazenar medicamentos precisa ter uma proteção, não pode atingir um certo grau de temperatura. A forração para manter a temperatura adequada foi colocada há 16 anos e já venceu", conta.

Vítimas de assédio moral

Além disso, os servidores exigem a transferência de uma funcionária suspeita de assédio moral, segundo Roseli.

"Ela ofende e põe o trabalhador pra fazer um trabalho que não está relacionado à atividade dele, como serviços de limpeza. O trabalhador se recusa e ela o xinga. Enquanto essa servidora estiver vindo para a unidade, eles não vão trabalhar", afirma.

O agente operacional foi uma das vítimas de agressão verbal e, inclusive, registrou boletim de ocorrência contra a funcionária.

"Ela começou a me insultar, me xingar, dizendo que eu era uma pessoa suja. Deixei ela falar, não respondi. Ela queria me agredir fisicamente e o coordenador segurou ela. Decidi registrar o boletim de ocorrência como injúria", conta Almeida.

A denúncia sobre os problemas foi feita há cerca de 15 dias para o sindicato. Na última quinta-feira (13), os funcionários fizeram um protesto durante a manhã e, na sexta (14), a entidade e trabalhadores tiveram uma reunião na Secretaria Municipal de Saúde.

Na ocasião ficou definido, segundo Roseli, que a funcionária suspeita de assédio seria transferida. No entanto, nesta segunda (17) ela teria voltado ao trabalho e, por isso, os servidores decidiram pela paralisação.

No entanto, a Saúde informou nesta terça que "não recebeu qualquer reivindicação formal do Sindicato dos Servidores relativa ao almoxarifado e que manteve diálogo durante a última semana para resolver a situação o mais rápido possível. A unidade recebeu melhorias em 2013, após 20 anos sem qualquer reforma".

(fonte, acesso em 21/08/2015)

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