quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SP: MPT apura supostos casos de assédio a concursados

O MPT (Ministério Público do Trabalho) de Campinas apura se vereadores de Santa Bárbara d'Oeste cometeram assédio moral contra servidores concursados. Uma denúncia anônima à Procuradoria informou que os parlamentares estariam pressionando os funcionários, inclusive atacando-os verbalmente nos corredores da Casa.

Por Thomaz Fernandes / TodoDia

Segundo a denúncia, as principais vítimas seriam os concursados do setor financeiro e da Corregedoria, e as abordagens teriam começado depois que parlamentares passaram a defender a redução de benefícios pagos aos concursados para que fosse possível conceder aumento aos seus comissionados. No relato, enviado pela Internet, o denunciante ainda diz que os servidores temem sair dos departamentos em função da abordagem de parlamentares, que seria agressiva.

Segundo a assessoria de imprensa do MPT, a procuradora Lorena Vasconcelos Porto iniciou o processo de apuração do caso para, se considerar necessário, abrir um inquérito.

Antes de instaurar um inquérito, o MPT vai ouvir as partes envolvidas para saber se houve realmente algum tipo de assédio moral por parte dos vereadores.

EMBATE

O embate entre vereadores e concursados em Santa Bárbara d'Oeste começou em abril, quando a Casa incluiu na pauta de uma sessão um aumento de 20% no salário dos assessores parlamentares. A proposta não foi votada por falta de parecer jurídico e financeiro. Uma semana depois, os parlamentares chegaram a discutir a redução nos benefícios dos servidores para que se pudesse custear o aumento. As possíveis alterações não foram votadas até agora.

A essa reunião, se seguiu uma série de reclamações e queixas de ambos os lados. Os concursados chegaram a organizar um protesto nas redes sociais e foram trabalhar vestidos de preto.

O presidente da Câmara, Edison Carlos Bortolucci Junior, o Juca (PSDB), disse que ainda não recebeu documentos. "Não tenho conhecimento do teor, não li nada sobre isso, ainda é muito recente. Logicamente que qualquer assunto ligado ao Judiciário o departamento jurídico da Câmara que vai me auxiliar. Logicamente que eles vão dar um parecer sobre essa questão, mas estou bem tranquilo sobre isso. Mas não participei, não assinei, não fiz nenhuma denúncia e não sou o fofoqueiro da Câmara Municipal", explicou.

(fonte, acesso em 06/08/2015)

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