sexta-feira, 25 de setembro de 2015

BA: Campanha busca combater o Assédio Moral no Trabalho

O Espaço de Partilhas e Aprimoramento Humano (Epah) é um projeto desenvolvido e coordenado pelo psicólogo Cássio Montalvão, no campus de Itapetinga desde 2012, que tem por objetivo oferecer acolhimento psicológico à comunidade acadêmica.

Por Valcelene Amorim / Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Preocupado com a saúde em termos laborais dos alunos, professores e técnicos, o Epah lançou a campanha Assédio Moral no Trabalho, no intuito de combater este tipo de prática. “A campanha foi pensada a partir do final de 2013. Nós começamos a coloca-la em prática em agosto de 2014 em função de um material que a gente desenvolveu como folders, cartazes e palestras”, explicou Montalvão.

Desde a sua criação que o Epah vem coletando, processualmente, os depoimentos dos seus usuários. A partir deste levantamento, foi percebida a necessidade de abordar esse assunto de maneira mais transparente. “Com essas leituras e com as trocas que nós fazemos com a coordenação de recursos humanos, com a prefeitura de campus e com a assessoria de gestão de pessoas, a gente começou a perceber que era necessário fazer uma campanha preventiva de reeducação para o ato e como ato de trabalhar, especialmente, visando uma mudança do nível de relações interpessoais no ambiente de trabalho. É assim que surge então, essa campanha de assédio moral no trabalho” afirmou Montalvão.

Essa é uma campanha de caráter continuado, por isso, mais ações de conscientização estão sendo desenvolvidas para este ano ainda. Para o bom desempenho dessas atividades, a campanha conta com a colaboração dos profissionais das áreas de assistência social e enfermagem que, de acordo com Montalvão, são profissionais especializados que podem dar condições de perceber, sob as suas respectivas óticas, o que pode ser feito e melhorado.

Segundo Montalvão, na maioria das situações de assedio moral, o assediado demora em procurar ajuda profissional, agravando a sua saúde. “A gente no primeiro momento tentar apaziguar, se defender como pode, até o momento em que as defesas se tornam cada vez menores em função do processo de assedio cada vez maior, por isso é importante que as pessoas digam logo não. Que elas tenham conhecimento, informações no sentido de combater essas situações”, salientou.

Se você já sofreu ou está sofrendo alguma situação de assedio moral, busque ajuda especializada. Você pode entrar em contato com o Epah pelo telefone (77) 3261-8671 ou pelo e-mail epah@uesb.edu.br.

(fonte, acesso em 25/09/2015)

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