terça-feira, 15 de setembro de 2015

RJ: Presidente da CPTrans é convocado para falar sobre assédio moral

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, está convocando o presidente da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes, Jorge Fernando Vidart Badia, para dar explicações aos parlamentares sobre as denúncias de assédio moral contra agentes trânsito da CPTrans. O depoimento será prestado no próximo dia 22. Atualmente a CPTrans responde a 17 processos judiciais por acusação de assédio moral.

Por G1 Região Serrana

Os casos estão entre os itens apurados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada no dia 18 de junho para apurar denúncias de irregularidades na administração da Companhia. Por força de uma liminar judicial, expedida pela 4ª Vara Cível de Petrópolis, os trabalhos da Comissão estão suspensos desde o dia 6 de agosto. Na semana passada agentes de trânsito que ouvidos pela CPI procuraram a Câmara de Vereadores para pedir ajuda.

Em reunião com o presidente da Casa, Paulo Igor (PMDB), eles afirmaram estar sofrendo represálias por conta dos fatos relatados nos depoimentos prestados à CPI da CPTrans.

“Levamos imediatamente o caso ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Estadual, para que adotem as providências cabíveis para resguardar os direitos destes servidores. Diante da gravidade da situação entendemos que a Comissão de Direitos Humanos também deve intervir e cobrar explicações ao presidente da CPTrans”, explica Paulo Igor.

As primeiras denúncias de assédio moral na CPTrans foram levadas à Câmara em junho, antes da instauração da CPI. Na ocasião os agentes afirmaram não ter infraestrutura básica para o trabalho e contam que os uniformes, por exemplo, são os mesmos há mais de 4 anos. Os funcionários apontaram condições ruins das viaturas, o que compromete a segurança e estaria prejudicando o desempenho das funções. As denúncias davam conta ainda de que alguns funcionários estão sendo vítimas de abuso de poder e sofrendo constrangimento.

Questionada pela equipe do G1, a CPTrans informaou que "responderá os questionamentos dos funcionários no âmbito da justiça, de forma que a discussão não ganhe conotação política".

(fonte, acesso em 15/09/2015)

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