quarta-feira, 16 de setembro de 2015

RO: Bancários fecham agência do Bradesco na capital contra discriminação, assédio moral e sexual

Dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) e bancários fecharam, por duas horas, das 8 às 10 horas, na manhã desta quinta-feira, 10/9, a agência do Bradesco da avenida Sete de Setembro, em Porto Velho, a principal do Estado.

Por TudoRondonia

O objetivo foi alertar a população sobre o descaso dos bancos que, nas três primeiras rodadas de negociação da Campanha Nacional dos Bancários, realizadas em São Paulo, continuam intransigentes em não querer atender às reivindicações dos trabalhadores.

E por isso os bancários de todo o país fizeram, nesta manhã, o protesto em frente às agências, e em Porto Velho os dirigentes sindicais escolheram a agência do Bradesco da Sete de Setembro por ser conhecida como um ambiente de trabalho com vasto histórico de assédio moral, perseguição e discriminação praticados pelos seus gestores.

“Os bancos utilizam a desculpa de uma suposta crise econômica no país para não quererem atender às nossas reivindicações, que são melhores salários, melhores condições de trabalho, fim das demissões imotivadas e por mais contratação de funcionários. No entanto, é de conhecimento público que essa tal crise não existe no sistema financeiro e os bancos continuam obtendo lucros recordes a cada semestre e, por isso, tem condições de contratar mais funcionários para dar um atendimento digno à população e, sobretudo, permitir um ambiente de trabalho mais digno para os bancários”, analisou Cleiton dos Santos, secretário de Formação Política e Sindical do SEEB-RO.

“Pedimos a colaboração dos colegas bancários, para que participem da nossa luta, e a compreensão dos clientes e usuários, pois esse protesto é para exigir também mais contratações para melhorar o atendimento nas agências”, acrescentou Joaquim Reis, diretor de base do Sindicato.

Os bancários fizeram a distribuição de um panfleto que trata do tema “igualdade de oportunidades” e “discriminação”, explicando que as mulheres, mesmo com um grau de escolaridade superior ao dos homens, continuam sendo minoria dentro das agências e continuam recebendo salários menores.

O documento também apresenta dados que comprovam que existe a discriminação nos bancos, que continuam ‘evitando’ a contratação de negros e pessoas com deficiências.

(fonte, acesso em 16/09/2015)

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