terça-feira, 22 de setembro de 2015

SP: Servidores em greve acusam prefeito de assédio moral em São João

O delegado de São João da Boa Vista (SP) enviou nesta terça-feira (15) denúncias de servidores municipais para o Tribunal de Justiça do Estado. Os funcionários municipais em greve acusam o prefeito e um encarregado de assédio moral. A presidente do sindicato que representa a categoria afirmou que também encaminhou a denúncia ao Tribunal de Justiça, que tem acompanhado a greve dos servidores. A Prefeitura foi procurada, mas não houve retorno sobre o caso.

Por G1 São Carlos e Araraquara - Foto reprodução EPTV

O documento com as denúncias foi entregue na polícia pelo Sindicato dos Servidores Municipais. Nele, funcionários acusam o prefeito Vanderlei Borges (PMDB) e um encarregado de assédio moral porque aderiram à greve. “Entramos com um pedido de instauração de inquérito policial para que seja realmente apontado se houve mesmo crime ou não”, contou a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Mirtes dos Santos Batista.

Como o prefeito tem foto privilegiado, todo o material foi enviado ao Tribunal de Justiça, que vai decidir se será aberto um inquérito policial. “Se eventualmente for aceito e determinada a instauração de inquérito policial, esse procedimento retornará para a delegacia seccional e aí sim o inquérito será instaurado e apuradas todas as denúncias que foram feitas”, falou o delegado Sebastião Antonio Mayriques.

Manifestação

A greve teve início na semana passada. Em vez de pararem de trabalhar, servidores estão saindo duas horas mais cedo. Segundo o sindicato, cerca de 25% dos 1,7 mil funcionários aderiram ao movimento que reivindica reajuste de 7% nos salários, no vale-alimentação e um abono que recebem mensalmente. Uma decisão do Tribunal de Justiça determinou que quem trabalha nas áreas da Saúde, Educação e no Cemitério Municipal deve cumprir a carga horária completa.

Na semana passada, 11 funcionários do setor de informática foram citados em um boletim de ocorrência pelo encarregado do departamento. Ele alegou que os serviços de processamento de dados da Prefeitura são considerados essenciais, citou a decisão do tribunal e disse que foi comunicado de que os funcionários saíram mais cedo.

Os servidores contam que estão sendo ameaçados. “Na sexta-feira (11) fomos comunicados por nosso encarregado que quem continuasse na greve a partir de segunda-feira seria acionado judicialmente”, falou o técnico de manutenção Jocimar Roberto Silva.

“A gente está se sentindo completamente ameaçado, ultrajado e coagido. Estão impedindo nosso direito de greve, direito legal de todo servidor”, comentou o analista Luis Otavio Silva Rodrigues.

O técnico de manutenção Paulo Ricardo Mancini conta que está complicado trabalhar por conta da pressão psicológica. “O trabalho agora nesse período é totalmente sem graça, uma situação desconfortável. Agora está um clima pesado”, falou.

(fonte, acesso em 22/06/2015)

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