quinta-feira, 8 de outubro de 2015

SP: Servidores da Saúde querem revisão do corte das horas extras

Funcionários da rede pública da Saúde se reuniram, na segunda-feira (5), na sede do Sindicato dos Servidores de São José dos Campos para denunciar que a falta de funcionários e a redução das horas extras nas UPAs e UBSs está causando sobrecarga de trabalho, especialmente para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem.

Por Eduardo Pandeló / Meon - Foto Rodrigo Ribeiro

Além disso os servidores da saúde reclamam de ausência de condições de trabalho, assédio e perseguição. Segundo Flávio Aparecido da Silva jr - Diretor do Sindicato: "Chegamos a um ponto que não dá mais para remediar"Além disso os servidores da saúde reclamam de ausência de condições de trabalho, assédio e perseguição.

A Redução das horas extras foi uma medida de economia anunciada pela Prefeitura Municipal em função da queda na arrecadação do município, mas segundo o diretor do sindicato reduzir horas extras vai prejudicar o atendimento. "As Horas Extras são necessidade em função da falta de funcionários e alta demanda de atendimento , e isso vai prejudicar a população" disse.

O Sindicalista defende o retorno do pagamento das horas extras integrais para garantir o bom atendimento na rede pública, e anunciou que uma comissão de servidores e representantes do sindicato vão fazer uma manifestação nessa terça feira (6) na Câmara Municipal cobrando uma atitude dos vereadores. "E Além disso será distribuída uma carta aberta à população com as denúncias de perseguição e assédio moral, e explicando porque o atendimento será prejudicado com o fim das horas extras" disse.

Ainda Segundo Flávio o Sindicato procurou o Secretário de Saúde Dr. Paulo Roitberg que teria se comprometido em rever o corte das horas extras.

Outro Lado

O Secretário de Saúde Dr Paulo Roitberg informou que não se comprometeu, apenas que iria reavaliar a situação para algumas faixas salarias durante essa semana. O Secretário descartou a proposta do Sindicato para que as UBSs funcionassem 6 horas diárias, e afirmou que não é possível manter as horas extras para todos, principalmente para os que tem muitos anos de casa e salários mais altos. Tendo em vista a queda na arrecadação a Prefeitura Municipal tomou medidas para contenção de despesas, entre elas a redução das horas extras, e redução de jornada de trabalho dos servidores de 8 para 6 horas diárias, mas a medida foi adiada ante ameaça do sindicato em uma disputa judicial. Para Roitiberg defender horas extras é ir contra os princípios do sindicalismo:

"Disse aos representantes do sindicato que faremos tudo para manter salários e décimo terceiro em dia, e lembrei que nem o Sindicato nem a CUT defendem horas extras, e sim redução de jornada para os trabalhadores, e que eles estão indo na contramão do sindicalismo" afirmou.

(fonte, acesso em 08/10/2015)

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